quarta-feira, 22 de julho de 2009

Aos poucos a respiração não se faz sentir, o coração parece que não bate, o sangue congelou.
Penso nos abismos dentro de mim.
Mas em vez de abismos o vazio.
Penso que no centro do abismo não há dor, mas sim vazio. E silêncio.
Tento então dormir.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Abro a porta. Entro em casa.
A sala vazia. As paredes a esmagarem-me. Deito-me no sofá e tento a anestesia.
Fecho os olhos.
Tapo os ouvidos.
Não ver nada. Não ouvir nada. Não sentir nada. Não pensar em nada.
Nada.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Alguma vez pensaram como é fácil saltar de um viaduto?
Não é preciso estar-se alegre ou triste. Não é preciso sentir nada - mas se houver um vazio o perigo é maior.
Basta ir até lá cima e ficar parado a olhar para os carros que passam. De forma inesperada, parece fácil saltar: salta-se e pronto. Há algo que atrai e repele ao mesmo tempo. Uma vertigem.
Mas quase sempre alguma coisa há que nos impede e regressamos a casa. Ilesos.