terça-feira, 6 de outubro de 2009

E no entretanto o dia nasce.
Saio para a rua e tento fundir-me na multidão que caminha de encontro a mim. Que caminha ao meu lado. Que caminha.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

É quase dia. Pelas frinchas da janela entreaberta a luz.
O coração continua a bater, mas agora quase inaudível.
A dor continua lá. Imutável. No fundo mais fundo do corpo.

sábado, 5 de setembro de 2009

Mas o sono não vem. As pálpebras cerradas a forçar o sonho.
Nada.
Apenas o coração como um tambor desordenado.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O silêncio não é apenas silêncio. É barulho também. Barulho que ensurdece. Que desespera.
Levanto-me a vou à janela.
A mesma sensação do viaduto. Do precipício.
Escolho entrar. Tento de novo a acalmia do sono.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Acordo a meio do sono.
Salva pelo sonho desperto para o que é real.
A dor.
O vazio.
Agora já não há silêncio.

Há um turbilhão à minha volta. Há um não regresso ao conforto do sono. Do esquecimento. Do nada.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Aos poucos a respiração não se faz sentir, o coração parece que não bate, o sangue congelou.
Penso nos abismos dentro de mim.
Mas em vez de abismos o vazio.
Penso que no centro do abismo não há dor, mas sim vazio. E silêncio.
Tento então dormir.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Abro a porta. Entro em casa.
A sala vazia. As paredes a esmagarem-me. Deito-me no sofá e tento a anestesia.
Fecho os olhos.
Tapo os ouvidos.
Não ver nada. Não ouvir nada. Não sentir nada. Não pensar em nada.
Nada.